Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 10/09/2021

É notório, que a pobreza menstrual está grandimente presente no Brasil e com vários desafios para combater a essa problemática. A falta de direcionamento de verbas e a desigualdade social são dois impasses que dificultam a resolução do empecilho em questão. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

Primordialmente, o Art. 196 da Constituição Federal do Brasil diz: “A saúde é direito de todos e dever do estado.” Todavia, na prática é diferente, o estado não dá assistência em itens adequados para as mulheres usarem em seus períodos menstruais. Sendo assim, os seres femininos de baixa renda e de situações de rua, por não terem como comprarem absorventes acabam pegando pedaços de panos velhos, papel higiênico e jornais e colocam na vagina como forma de deter o sangue. Por serem materiais impróprios e com bactérias decorre infecções vaginal e com isso gerando problemas para a saúde do ser feminino.

Outrossim, uma pesquisa feita pela cnnbrasil mostrou que o número de mulheres negras sem itens de cuidados menstruais é três vezes maior do que as brancas, assim já fica claro a desigualdade social. Nesse contexto, por as mulheres não têm condições de comprar absorventes e muitas das vezes não têm água canalizada, elas deixam de ir a escola nos períodos menstruais, pois não tem como conté o sangue ou até mesmo com medo do sangue vaza e suja a roupa. Como os homens não passa por essa fase todos os meses eles falta menos aula e têm maior aproveitamento escolar, e isso é outro fator que ajudar na desigualdade social pois os homens terão mais oportunidades por estarem mais preparados.

Portanto, cabe o Ministério da Saúde em parceria com o SUS (Sistema Único de Saúde), desenvolver um projeto para distribuição de absorventes em postinhos e fazendo mapeamento das regiões mais carentes para fazer as entregas de kits de higiene menstrual, por meio do direcionamento de verbas atráves do Tribunal de Contas. Com a finalidade, de garanti a saúde e bem-estar da população brasileira como prevê na Constituição Federal e também no intuito de diminuir a desigualdade social.