Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 11/09/2021

Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Na Idade Média, as mulheres eram extremamente desrespeitadas no sentido de não possuírem certos direitos básicos de um ser humano como o de trabalhar, o de ser livre e de possuir o livre arbítrio, o de não sofrer atos de violência ou até mesmo o de menstruar. Portanto, sabendo que tais características desse período ainda sofrem consequências nos dias de hoje em todo o mundo, se for levado em consideração o cenário atual do Brasil, pode-se considerar o sexo feminino, o mais desvalorizado. Em síntese, os desafios no combate à pobreza menstrual se relacionam com as dificuldades socioeconômicas da população brasileira, além de sua sociedade que possui um contexto histórico e atual machista.

Precipuamente, sabe-se que desde a antiguidade brasileira, a mulher sofreu consequências, preconceitos e desrespeitos pelo ato menstrual. Durante muito tempo elas ficavam em casa durante seus períodos, por serem taxadas como “nojentas” e “anti-higiênicas”, algo que apesar de não recorrente atualmente, gerou “tabus” sociais e machistas a elas. Na sociedade de hoje em dia não é comum ver escolas ensinando meninas a como lidar com sua menstruação, ver mulheres se sentindo confortáveis e incentivadas a comprar seus absorventes, e dentre diversas outras ações que deveriam ser normalizadas em relação ao ato menstrual, já que é algo natural da mulher.

Outrossim pode-se concluir que o cenário econômico atual tem gerado diversas consequências sociais à população, inclusive também relacionadas a questão da pobreza menstrual no Brasil. A pandemia fez com que muitas pessoas perdessem seus empregos, o que gerou uma enorme diminuição na renda do país e consequentemente um aumento da pobreza brasileira. Com condições precárias, baixa renda e uma pandemia acontecendo, o governo deixou de fazer diversos investimentos sociais para a população e principalmente às mulheres que são socialmente desvalorizadas.

Em suma, assim como o governo distribui preservativos para o controle da natalidade, a solução da questão da pobreza menstrual no Brasil deve ocorrer por meio de um investimento governamental. Esse investimento terá como objetivo a distribuição de absorventes gratuitos nos postos de gasolina também. Esse ato é necessário para toda a população feminina que muitas vezes não possuíam condições financeiras suficientes para sustentar esse “luxo”, para que pouco a pouco os direitos que foram historicamente tirados delas sejam recompostos.