Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Desde a criação do primeiro modelo de absorvente popular, pela estadunidense Mary Beatrice, a pobreza menstrual já era uma realidade para algumas pessoas que menstruam. Hoje, o Brasil enfrenta níveis alarmentes relacionados à higiene menstrual. Nesse sentido, pessoas privadas de liberdade, estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, são as principais afetadas. Também, por ser considerado um tabu o problema não é visto e tratado como tão importante.
Evidentemente, pessoas em situação de rua, estudantes pobres e detentas são os mais vulneráveis neste cenário e dependem do governo para possuírem acesso a algo necessário na manutenção de sua saúde. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2016, 1,6 milhão de mulheres não possuíam banheiro em casa e 15 milhões não recebiam água tratada, caracterizando um problema de saúde pública.
Além disso, materiais como papel higiênico e pasta de dente, são considerados itens de higiene básica pelo governo, portanto não possuem impostos cobrados. Ao contrário dos absorventes, os quais são tributados dentro da categoria de cosméticos, fator que aumenta o preço final e de fabricação, tendo cada pacote 25% de impostos sobre o valor. Dessa forma, percebe-se como absorventes são considerados produtos prescindíveis no país.
Portanto, visando a melhoria da qualidade de vida de uma parcela importante da população, deve ser sancionada pelo Senado o projeto de lei que visa a distribuição gratuita de absorventes descartáveis, pelo Ministério da Saúde, para que todos possam ter saúde digna.