Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/09/2021
No livro “Utopia” de Thomas More, é exposto um ambiente no qual a consciência coletiva e a eficiência do Estado são fundamentais para o avanço da nação. Fora de obra, é fato que os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil apresentam um obstáculo para a sociedade brasileira. Nesse sentido, em virtude da pobreza financeira, como também o descaso do governo o problema é intesificado e agravado.
Primeiramente, é indubitável que a pobreza financeira seja um agravante para que mais mulheres ou homens trans não tenham condições de usar absorventes no país. Desse modo, de acordo com o CNN Brasil, mais de 4 milhões de meninas vivem sem produtos básicos de higiene. Conquanto, evidencia-se que a falta de dinheiro ou até a sobrevivência com apenas um salário mínimo não supre a necessidade de cuidados com a menstruação.
Outrossim, é notório o descaso do governo perante esse assunto. Posto que, em 126 anos de república brasileira só em 2019 o assunto da pobreza menstrual foi descutido pelos parlamentares do Congresso nacional. Dessa forma, mulheres e organizações feministas no Brasil lutam para que absorventes sejam entregues de graça para a população, da mesma forma que o preservativo é distribuído em postos de saúde. Por consequência, a distribuição faria com que fossem evitadas mais doenças pelo acúmulo de sangue menstrual em lugares inapropriados que não tenham função de absorver o sangue menstrual.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que hajam a favor da distribuição de absorventes menstruais. Por conseguinte, cabe ao governo federal juntamente com o Ministério da Saúde, cumprir com o dever de proteger a saúde da população, sendo capaz de suprir quaisquer meios de uma mulher lidar com o ciclo menstrual de maneira digna, por meio de distribuições de absorentes em postos de saúde, como também em escolas. Não apenas, usuários de redes sociais como o Instagram e Tiktok devem falar mais sobre o assunto para que nas próximas eleições votem em governantes que se importem com a problemática. Em síntese, criar uma consciência coletiva e contar com a eficiência do Estado como em “Utopia” de Thomas More, a fim de acabar com a pobreza menstrual.