Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/09/2021
É notório que a pobreza menstrual está grandemente presente no Brasil e com vários desafios para combater essa problemática. Isso se deve, a falta de direcionamento de verbas e a desigualdade social que são dois impasses que dificultam a resolução do empecilho em questão. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Nesse sentido, o Artigo 196 da Constituição Federal do Brasil diz: “A saúde é direito de todos e dever do estado”. Todavia, na prática, é diferente pois o estado não dá assistência no que tange aos itens adequados para as mulheres usarem em seus períodos menstruais. Sendo assim, os seres feminino de baixa renda e de situações de rua, por não terem como comprarem absorventes, acabam pegando pedaços de panos velhos, papel higiênico e jornais e colocam na vagina como forma de deter o sangue. Porém, por serem materiais impróprios e com bactérias, podem causar infecções vaginais e com isso gerar problemas para a saúde do ser feminino.
Outrossim, uma pesquisa feita pela CNN Brasil mostrou que o número de mulheres negras sem itens de cuidados menstruais é três vezes maior do que as brancas, assim já fica clara a desigualdade social. Nesse contexto, por as mulheres não terem condições de comprar absorventes e muitas das vezes não terem água canalizada, elas deixam de ir á escola nos períodos menstruais, pois não têm como conter o sangue ou até mesmo por medo do sangue vazar e sujar a roupa. Além disso, como os homens não passam por essa fase todos os meses, eles faltam menos nas aulas e têm maior aproveitamento escolar, e isso é outro fator que ajuda na desigualdade social pois os homens terão mais oportunidades por estarem mais preparados.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Sistema Único de Saúde, desenvolver um projeto para a distribuição de absorventes em postos de saúde e fazer um mapeamento das regiões mais carentes para fazer as entregas de kits de higiene menstrual, por meio do direcionamento de verbas por intermédio do Tribunal de Contas, com a finalidade de garantir a saúde e bem-estar da população brasileira, como prevê a Constituição Federal, e também diminuir a desigualdade social.