Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 17/09/2021

Em meio às novas questões da modernidade, o debate acerca dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil vem ganhando força. A desigualdade social e também a ausência banheiros públicos, são empecilhos enfrentados pelas mulheres que sofrem com à pobreza menstrual. Dessa forma, ações colaborativas devem ser implementadas com o intuito de sanar os entraves.

Em primeiro plano, é lícito postular a desigualdade social como um fator impactante na pobreza menstrual. Segundo dados de um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil possui desigualde total de renda de 51,5%. Por conseguinte disso, muitas mulheres não conseguem comprar os utensílios de higiêne pessoal pelo fato de não possuirem renda suficiente para adquirir regularmente esses objetos. Frente a esse panorama, é necessário uma mudança de cenário em relação à situação.

Em segundo plano, destaca-se a ausência de banheiros públicos como um desafio para acabar com a pobreza menstrual. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que 15 a 20% das pessoas em situação de rua são mulheres. Em muitas cidades do Brasil a ausência de banheiros públicos e falta de higienização destes é evidente. Para se trocar e colocar o absorvente de forma correta as mulheres em situação de rua necessitam de privacidade e de higiêne, que devem ser essenciais para diminuir o problema.

Diante do exposto, faz-se a necessidade de enfrentar os desafios referentes à pobreza menstrual no Brasil. O Ministério da Saúde, setor governamental responsável pela saúde, deve por meio de fornecimento de absorventes em postos de saúde, a fim de ajudar as mulheres que não possuem renda fixa. Outrossim, o Governo, autoridade governante, deve por intermédio de obras, criar mais banheiros públicos e auxiliar às pessoas em situação de rua, a fim de diminuir a desigualdade social e ajudar as mulheres em sua higiêne pessoal.