Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/09/2021
Na série “Educação sexual” é tematizado a falta de conhecimento dos jovens sobre seu próprio corpo, incluindo sobre a menstruação. De maneira análoga à história fictícia, no Brasil, os desafios no combate à pobreza menstrual é um assunto pouco discutido, por conseguência, priva a sociedades dos males que tal tema traz para a vida dos indivíduos em sociedade. Neste sentido, destaca-se a o silenciamento social e a omissão governamental como principais entraves da problemática.
A princípio, é lícito destacar a falta de debate como contribuinte na percistência do tema. No livro “Cegueira moral” do autor Zygmunt Bauman, é narrado a incapacidade das pessoas de enxergar além de seus próprios interesses. Neste sentido, quando não se debate sobre tal temática, os desafios no combate da pobreza menstrual no Brasil continua persistindo no meio social. Diante do exposto, o silenciamento social, também destacado no livro, contribui para o agravamento do problema, quando tais conhecimentos não chegam nas zonas mais pobres da sociedade, deixando de ensinar as pessoas da importância de tal tema.
Ademais, é importante destacar a insuficiência legislativa como persistência da temática. No art.5 da Constituição federal de 1988, é assegurado direito do Estado levar saúde de qualidade à todos. Entretanto, tal garantia não se concretiza na realidade, já que muitas meninas não tem acesso e nem condições em cuidar de sua saúde íntima, sendo privadas de recursos básicos, como absorventes e remédios, como também de instruções de como usar de forma correta. Desse modo, o Estado acaba elitizando tais direitos, que deveriam ser democatrizados para todos, como diz na Constituição.
Portanto, diante das entraves supramencionadas, é necessário que Ministério da educação, juntamente com o Ministério da saúde, crie o “Dia da saúde da mulher” no qual uma vez por ano seram realizadas palestras e doações de produtos de hingiene íntima feminina, em escolas públicas e privadas, aberta para toda a comunidade, feitas por médicos especializados em ginecologia, que ensinaram a maneira certa de como as meninas devem cuidar de seu corpo no período menstrual. Desse modo, busca-se desestigmatizar e debater sobre os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil.