Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/10/2021

Durante a 1° Guerra Mundial, as enfermeiras perceberam o potencial de absorção dos materiais utilizados para os soldados feridos, permitindo os primeiros esboços do absorventes conhecidos no século XXI. Nesse sentido, parte da parcela feminina padece sem acesso ao absorvente dentre outros itens básicos de higiene durante a menstruação, sendo um desafio no combate à pobreza menstrual no âmbito brasileiro. Desse modo, a ausência de saneamento básico e a questão econômica são contribuintes para a ocorrencia da pobreza menstrual na sociedade.

Em primeiro plano, é válido ressaltar sobre a falta de saneamento básico, tanto nas moradias quanto nas instituições de ensino, que contribui de forma direta a perduração da pobreza menstrual. De acordo com o Censo Escolar de 2018, 26% das escolas brasileiras não têm acesso ao abastecimento público de água. À vista disso, nota-se a frequência que parte das pessoas que passam pelo ciclo mentrual vivem sem saneamento básico como: água, banheiros e produtos higienizantes, nas escolas e residências. Desse modo, essa questão cria tabus entre as mulheres as quais sem poder se higenizar sentem-se sujas e envergonhadas pelo processo natural o qual elas passam, podendo gerar consequências psíquicas e falta de aceitação, contribuindo para a pobreza menstrual.

Ademais, o contexto econômico é outro desafio que impede o combate à carência menstrual na sociedade. Nesse viés, segundo os dados do site Datafolha 3 entre 10 mulheres não possuem condições de comprar itens básicos para conter a mentruação. Diante disso, sem ter esses materiais essas mulheres usam produtos que afetam sua saúde, podendo ocasionr infeccões no trato urinário e vaginal. Dessa forma, nota-se a necessidade de alteração dessa quadro, para haver o combate à pobreza menstrual.

Entende-se, portanto, que cabe a Agência Nacional de Água e Saneamento Básico, introduzir saneamento e água, nas residências e escolas, por meio de implantação de banheiros com chuveiros, produtos higienizantes e encanações adequadas, para que assim haja o combate a pobreza menstrual. Outrossim, o Governo, interventor público, deve facilitar o acesso aos produtos mentruais, por intermédio da desoneração desses produtos, além de distribuir gratuitamente os mesmo para pessoas em situações de ruas, assim diminuindo os desafios que impedem a plenitude do combate a carência menstrual.