Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 17/09/2021

A pobreza menstrual é, basicamente, a falta de acesso à itens básicos de higiene durante a menstruação, geralmente por falta de dinheiro. Ela pode gerar diversos impactos negativos na vida dos indivíduos que menstruam, como problemas de saúde e depressão. Entretanto, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil persistem, sendo os principais a carência de educação básica e a desigualdade social.

Primeiramente, deve-se entender que a falta de educação básica no Brasil é uma das causas da pobreza menstrual. Porque, assim como diz Durkheim, a educação tem como objetivo tornar a criança física e intelectualmente capaz de se integrar na sociedade, conforme às necessidades de ambos. Assim, compreende-se que, além de ser papel da educação conscientizar a população sobre a menstruação e suas implicações, a falta desse ensino impulsiona diretamente a pobreza menstrual.

Ademais, entende-se que, com a intenção de reduzir a pobreza menstrual na sociedade brasileira, a resolução da desigualdade social é de suma importância. Isso porque, de acordo com Karl Marx, a disparidade social criada pelo capitalismo afeta principalmente a classe trabalhadora, podendo causar miséria para essa parte da populção. Desse modo, percebe-se que a condição social das pessoas que menstruam afeta diretamente o índice de pobreza menstrual, pois muitas vezes os objetos de higiene relacionados à menstruação são inacessíveis para indivíduos pobres.

Por fim, conclui-se que o governo, visando diminuir a pobreza menstrual, deve criar leis, por meio de mudanças na Constituição, que visam melhorar a educação básica e solucionar a desigualdade social. Essas mudanças constitucionais devem passar por votação no Senado, visando, assim, representar a vontade da população. Dessa forma, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil serão superados.