Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 16/09/2021

No Brasil, os desafios no combate à pobreza menstrual são um grave problema que ainda não recebe a importância que merece, pois a sociedade brasileira é machista e ,por isso, coloca a menstruação, algo que faz parte da fisiologia feminina, como “tabu”, além de descredibilizar os obstáculos que várias mulheres sofrem por causa de impasse. Esse cenário adverso atesta a inexpressividade de setores do poder público e a displicência de estratos da sociedade civil.

Em primeira análise, em face do pouco investimento do Estado na infraestrutura e na saúde pública do país, inúmeras jovens sofrem pela falta de absorventes, pois, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada dez meninas perdem aula quando estão menstruadas, por não terem condições para comprar um “modes”. Nesse contexto alarmante, um movimento conhecido como “Girl Up!”, que tem o objetivo de oferecer oportunidades e garantir direitos para melhorar a vida das mulheres, luta para conseguir a distribuição gratuita de absorventes pelo brasil , por meio de “hastags” , como #cadêmeuabsorvente, e abaixo assinados. Essa situação preocupante enseja ações mais expressivas de setores da administração pública, a fim de garantir a dignidade mestrual.

Em segunda análise, devido à falta de informações sobre o tema, diversos brasileiros consideram a menstruação como algo vulgar  e outros acreditam que ela seja uma doença, o que dificulta a vida da mulher em sociedade. Além disso, em razão da cultura machista que ainda predomina no Brasil, a divulgação sobre a pobreza mestrual e as soluções para combate-la são muito escassas e desvalorizadas, como é o caso do “instagram” “Quebrando o Tabu”, que fala sobre esse tema , além de vários outros de igual importância, mas que não alcança grande parcela dos cidadãos. Tal panorama desafiador requer medidas mais contundentes da mídia no compartilhamento de informações, com o objetivo de informar a população e diminuir o machismo no país.

Portanto, compete ao Estado, como entidade responsável pela administração financeira do país, intensificar investimentos na infraestrutura e na saúde pública, mediante replanejamento orçamentário, com o fito de mitigar os desafios no combate à pobreza menstrual. Ademais, cabe às empresas midiáticas, como veículos de comunicação, informar a população sobre o assunto, além de acabar com a cultura machista que existe no país, por meio de jornais, panfletos , documentários e redes socias, a fim melhorar a vida de milhares de mulheres.