Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 16/09/2021
O Ministério da Saúde (MS) adverte sobre as consequências que a falta de higiene pode causar, como infecções. Entretanto, no Brasil ainda há desafios a serem combatidos pela população feminina durante o ciclo menstrual, já que muitas não possuem condições de possuirem produtos próprios para higienização, e/ou não sabe como fazê-la. Isso porque, esses materiais são comercializados e não distribuídos de forma gratuita, e porque a menstruação ainda é um assunto tratato como tabu.
Em princípio, de acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Governo criar políticas de saúde pública para a população. Porém, não está sendo colocado em prática, já que é possível encontrar preservativos e medicamentos distribuídos gratuitamente mas não absorventes, sabonetes, entre outros produtos de higiene. Então, pela demanda da população feminina, esses materiais são comercializados, fazendo com que as mulheres que não possam adquiri-los, encontre outras formas de se cuidar, o que as fazem ficar vulneráveis à doenças ginecológicas.
Outrossim, desde a época da Idade Média, o ciclo menstrual é tratado como algo vergonhoso. No filme “Carrie, a estranha”, a protagonista se desespera durante sua menarca pois não possui conhecimento sobre o assunto. Como nas duas situações, ainda no presente existe um estigma em volta do assunto menstruação e, consequentemente não existindo um debate sobre o tema. Isso deixa muitas mulheres desinformadas sobre como o próprio corpo funciona e como cuidá-lo.
Portanto, cabe ao MS a disponibilização de kits de higiene para a população feminina, contando com absorventes, sabonetes e cartilha contendo todas as informações necessárias sobre o ciclo menstrual,e poderão ser coletados nas atenções primárias de saúde pública. Também realizar campanhas nas escolas de forma que toda a informação sobre menstruação seja passada para as adolescentes por meio de palestras dadas por profissionais da área. Assim, a higiene seria realidade para todas e a menstruação não seria tratada como um tabu.