Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 17/09/2021
Em dezembro de 2020, o Conselho Nacional de Direitos Humanos(CNDH) aprovou a distribuição gratuita de absorventes para quem não tem condições. Porém, isso deveria ter sido levado em pauta a anos atrás, pois a pobreza menstrual no Brasil é uma questão já antiga. E isso ocorre em decorrencia: da menstruação ser um tabu e por falta de condição financeira de algumas mulheres.
Em primeiro lugar vale ressaltar que a menstruação ainda é considerada um tabu. De tal maneira que é pouco falado sobre isso nas escolas, dando mais importância sobre educação sexual, e deixando de lado o assunto em questão, e os homens são sabem como a mulher se sente, o que ela passa por justamente não ter quem fale abertamente sobre isso, causando insegurança nas meninas e mulheres, fazendo-as se fechar para esse assunto. Exemplo disso é que na política, a maioria são homens, e por negligenciar essa questão por anos, a aprovação da distribuição gratuita de absorvente só ocorreu em dezembro de 2020. Com isso, torna-se mais difícil quebrar esse tabu.
Além disso, muitas mulheres não têm condição financeira para bancar absorventes. Assim como 19 milhões de pessoas estão passando fome no Brasil, se parte delas forem mulheres, se não tem condições de comprar algo tão essencial à vida, muito menos terão para comprar absorvente. Prova disso é que 13% da população vive com menos de R$246,00 por mês, sendo o absorvente muito caro nessa conta. Sendo assim, torna-se evidente a necessidade de soluções a esse impasse.
Portanto, para diminuir os desafios no combate à pobreza mentrual no Brasil, a CNDH junto com o Ministério da Educação deve, por meio de palestras e jogos educativos, falar abertamente com meninas e meninos sobre menstruação, e distribuir absorventes nas escolas, comunidades e postos de saúde com o intuito de se tornar escasso a pobreza menstrual.