Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 17/09/2021
Muitos cidadãos descrevem o ciclo reprodutivo feminino como dor, desconforto, constrangimento e problemas de higiene todos os meses. Diante dessa problemática, foi criada a expressão “pobreza menstrual”, enfatizando como essa realidade atinge mulheres de diferentes idades e classes em todo o mundo. Dentre esse preconceito, no que se refere ao desafio do combate à pobreza menstrual, pode-se citar a inadequada infraestrutura de saneamento e a inacessibilidade de produtos de higiene menstrual, decorrentes da desigualdade socioeconômica e do alto preço dos produtos de higiene menstrual. Portanto, é urgente tomar medidas para mudar essa realidade.
Em uma primeira análise, o uso da água em vários países ainda é muito desigual, principalmente nos países periféricos do mundo. Por exemplo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo “United Nations Children ’s Emergency Fund” (Unicef), no Brasil, aproximadamente 30,8% das meninas brasileiras não têm banheiro ou chuveiro em casa. Da mesma forma, segundo pesquisa realizada pela marca Always, cerca de 330 entrevistados afirmaram não ter tido dinheiro para comprar produtos básicos de higiene em alguma fase da vida. Logo, a questão da desigualdade econômica é um fator influenciador na forma como meninas e mulheres lidam com os períodos menstruais e se desinfetam, o que mostra a necessidade de ações públicas que beneficiem essa causa.
Além disso, em segunda análise, o acesso à higiene, saúde e bem-estar são direitos humanos inalienáveis, pois em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que os direitos à saúde menstrual da mulher são um problema de saúde pública, e a falta de produtos adequados pode causar doenças. Por exemplo, infecções urinárias. Por conseguinte, políticas públicas, como a Lei nº 4698/2019, que dispõe sobre a criação de programas de abastecimento de absorventes sanitários nas escolas públicas, são essenciais para a saúde privada de milhões de mulheres, além de proporcionar-lhes mais conforto no trabalho.
Em suma, a pobreza menstrual é uma realidade desafiadora para milhões de cidadãos e tem um impacto negativo em suas vidas diárias e saúde física. Desse modo, urge as agências governamentais a trabalharem com as Nações Unidas para fornecer cestas básicas contendo produtos básicos de higiene menstrual por meio de projetos sociais para ajudar as pessoas em carências desfavorecidas para que mais mulheres possam obter ajuda durante a menstruação. Assim, é possível combater a pobreza menstrual em escala global, e as mulheres terão mais dignidade.