Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 18/09/2021
É sempre muito importante manter a higiene em dia para evitar possíveis problemas de saúde. Em pleno século XXI, o Brasil encontra-se em uma situação calamitosa de ataque à saúde pública, a pobreza menstrual. Esse tópico escancara a desigualdade social latente em nosso país, além de encontrar empecilhos na trajetória de busca por resoluções, o que atrasa a conclusão da problemática. Visto isso, é imprescindível enfrentar os desafios no combate à pobreza menstrual na pátria verde e amarela.
Esse parâmetro todo nos lembra de um filme de média duração, ganhador do Oscar de melhor documentário, chamado “Absorvendo o tabu”, onde retrata os estigmas envolvendo a menstruação de mulheres indianas. Tudo isso aponta para dois grandes empecilhos: a pobreza e o machismo, pois a falta de dinheiro impede as mulheres de comprar produtos de higiene, como o absorvente. Ademais, o Brasil é um país onde toda a atenção é voltada, principalmente, para o homem, seja em seu físico, intelecto ou bem estar, o que atrapalha a disseminação de informações sobre a vida feminina. Além disso, o fator “preconceito enraizado na sociedade” potencializa tal situação com o racismo e a transfobia.
Isso porque, as mulheres pretas são as mais sofridas nesse processo, pois são marginalizadas e, portanto, são as mais propensas a não ascenderem socialmente. Outrossim, os homens trans sofrem com o julgamento da sociedade, em razão da mesma não achar legítima a identidade de gênero de cada um e, como resultado, eles são desrespeitados, tratados como pária e, por conseguinte, não têm condições básicas de higiene e financeira.
Sob esse viés, torna-se necessário um investimento em educação para, assim, poder educar outras mulheres sobre a situação e, também, entenderem a importância de lutar por seus direitos. Ao mesmo tempo em que o governo libera absorventes gratuitos nos presídios, postos de saúde e nas escolas. Dessa forma, a pobreza menstrual poderá ser combatida no Brasil e as pessoas com útero poderão, enfim, ter qualidade de vida e dignidade respeitadas.