Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 17/09/2021

O Governo Brasileiro oferta gratuitamente preservativos em unidades de saúde, pois é necessário que os cidadãos tenham acesso à esse artigo para evitar a contaminação e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Entretanto, outras áreas da saúde não têm investimento, sendo a pobreza menstrual uma das consequências. Logo, é necessário discutir sobre os desafios no combate ao problema, que são: vulnerabilidade financeira e descaso da classe política.

Nesse panorama, entender que a falta de poder aquisitivo corrobora o óbice é essencial. Sobre isso, a marca de absorventes " Always " realizou uma pesquisa no Brasil constatando que a cada 100 mulheres, 29 não puderam comprar o item durante algum período. Paralelamente, famílias de baixa renda precisam priorizar os seus recursos, garantindo a alimentação e moradia em detrimento da higiene íntima feminina por exemplo. Desse modo, pessoas que não podem arcar com os custos do cuidado menstrual precisam de amparo público.

De outra parte, políticos brasileiros possuem a tendência de ignorar problemáticas de pouca visibilidade. Nesse sentido, o " voto de cabresto " é como ficou conhecida a atitude criminosa de subornar os eleitores com serviços, obras e produtos, mas, apesar de ter sido iniciada nos primeiros anos da república do Brasil ainda é praticada (principalmente em pobres). Diante disso, o fato da sociedade " verde e amarela " ser desigual colabora com que os servidores públicos atendam apenas necessidades de grande demanda, de forma populista e visando a permanência do poder. Isso posto, a saúde de muitas mulheres tem sido negligenciada por conta de interesses pessoais.

A ausência de políticas públicas e incentivos voltados à dificuldade do acesso ao cuidado íntimo feminino precisa ser revista. Dessarte, o Ministério da Saúde deve aprovar, via Câmara dos Deputados, uma lei que torne obrigação estatal disponibilizar absorventes gratuítos em espaços públicos (como em escolas, universidades e postos de saúde), com o fito de dirimir a pobreza menstrual, e consequentemente melhorar a qualidade de vida das brasileiras