Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 30/09/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo indivíduo tem direito à saúde e ao bem-estar. No entanto, no Brasil, milhares de jovens não têm acesso a esses direitos básicos e são vítimas de um problema bastante atual: a pobreza menstrual. Esse imbróglio ocorre devido à pobreza enfrentada por grande parte dos brasileiros, como também, em razão da omissão do poder público.

Nesse contexto, vale ressaltar que milhares de pessoas vivem em situação de extrema pobreza. Segundo a UNICEF, no Brasil, 713 mil meninas vivem sem banheiro ou chuveiro em casa. Esse dado, demonstra que milhões de brasileiros não tem condições financeiras nem mesmo para se ter o mínimo necessário de cuidados pessoais e de higiene. Logo, infere-se que essas pessoas também não têm recursos para adquirir absorventes. Portanto, conclui-se que milhares de brasileiras são privadas do acesso a meios que lhe proporcionem higiene e conforto, durante o período menstrual.

Ademais, ainda existe o descaso do Governo em relação ao tema. De acordo com a Constituição federal de 1988, todo cidadão tem direito a condições mínimas de se viver. Todavia, observa-se com a falta de políticas públicas que facilitem o acesso de absorventes pelas mulheres carentes, que na realidade, essa garantia não existe. Além do mais, tal prática expõe muitas brasileiras a doenças que poderiam ser prevenidas com a higiene proporcionada pelo uso do absorvente. Logo, conclui-se então, que a pobreza menstrual também é um problema de saúde pública e deve ser tratado como tal.

Portanto, devido à necessidade de resolver essa adversidade, é preciso que o Ministério da Saúde, por meio de verbas estatais, ofereça gratuitamente absorventes nos PSFs (Postos de Saúde da Família), como também, nas escolas públicas- visto que é no período escolar que se inicia o ciclo menstrual das meninas-, a fim de proporcionar a todas essas mulheres e adolescentes um item básico de higiene, necessário a sua saúde. Somente assim, o problema da pobreza menstrual no Brasil será solucionado.