Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 24/03/2022

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o conceito de saúde é o com-pleto bem-estar físico, mental e social. No entanto, nota-se que a realidade brasile-ira diverge desse conceito, dado que a pobreza mentrual ainda é uma problemática que aflinge inúmeras mulheres, devido, principalmente, à desigualdade social e ao descaso governamental perante a situação.

Primeiramente, vale ressaltar que a desigualdade social é uma das principais

causas da pobreza menstrual no país. De acordo com Intituto Brasileiro de Geogra- fia e Estatística, 13 milhões de brasileiros encontram-se em situação de extrema

pobreza . Dessa forma, percebe-se que a extrema desigualdade social enfrentada Brasil faz com que a aquisição de produtos de higiene feminina seja uma realidade

extremamente distante para diversas mulheres, uma vez que não possuem condi-ções financeiras para isso. Consequentemente, são levadas a negligenciarem sua própria saúde.

Ademais, a incúria do Estado perante a pobreza menstrual também é um dos agravantes da problemática. De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e é dever do Estado garanti-lá por meio de políticas sociais e conômicas. Entretanto, percebe-se que isso não acontece, uma vez que o país carece de medidas que visem tornar acessível produtos de higiene como o absorvente descartável, fazendo com que mulheres economicamente vul-neráveis encontrem-se desamparadas pelos órgãos públicos.

Portanto, é perceptível que a pobreza menstrual é agravada pela desigualdade social e pela negligência do Estado. Sendo assim, é necessário que o Ministério da saúde, órgão responsável por proteger e recuperar a saúde da população brasilei-ra, promova a democratização do acesso aos produtos de higiene feminina, como absorventes, por meio da criação de leis que visem distribuir, gratuitamente, esses itens, com o objetivo de reduzir a pobreza menstrual agravada pela realidade desi- gual do país.