Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 18/09/2021
A frase do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre: ‘‘O ornamento da vida está na forma como um país trata as suas crianças’’, aponta o papel do Estado com respeito aos jovens. Em contrapartida, há dificuldades que o governo não consegue solucionar, e, um deles é o combate à pobreza menstrual, ocasionado pelo preconceito acerca das mulheres e pela carência do debate desse assunto. Logo, torna-se imperios esclarecer a situação precária das milhões de mulheres do país que não possuem condições para prover-se desses produtos.
Sob esse víes, é preciso destacar a discriminação destinadas às mulheres como obstáculo presente no combate à pobreza menstrual. Durante o que chamavam ‘‘Idade das Trevas’’ (entre séculos IV e XV), o catolicismo influenciou a população na maneira de olhar para a menstruação, falando que era coisa de bruxa, levando ao ponto de queimar essas mulheres apenas por isso. Mesmo após vários anos, este é um assunto que, ainda, é tratado como um grande tabu. Isso é algo que ocorre na Índia, em que a abordagem desses assuntos referentes à menstruação e aos cuidados que ela requer são considerados tabu para o povo indiano. Dessa forma, o preconceito em cima das mulheres encontra-se enraizado na história da humanidade e visto como um tipo de pecado.
Outrossim, vale ressaltar a falta de conversa a respeito desse assunto outro empecilho no combate à pobreza menstrual no Brasil. No seriado estadunidense, ‘‘Big Mouth’’, é narrado as histórias e experiências de Nick, Andrew e seus amigos ao perceberem que estão adentrando a puberdade, trazendo na narrativa o aprofundamento do assunto. Muitos pais e responsáveis chegaram a assistir junto de seus filhos para orientá-los acerca disso. No entanto, nem todas as pessoas discutem sobre isso, de acordo com um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), apontando que 60% das jovens no mundo não são suficientemente informadas sobre a higiene menstrual, mostrando que não houve discussões voltadas ao assunto. Sendo assim, essa ausência de conversa dificulta a conscientização dessas meninas no país.
Portanto, necessita-se reduzir os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Assim, é dever do Governo Federal junto do Ministério da Saúde orientar o povo brasileiro sobre a menstruação através de projetos sociais e propagandas contando histórias verídicas de mulheres vítimas desse preconceito, visando conscientizar a população da seriedade desse assunto. Ademais, compete o UNICEF e os pais ou responsáveis trabalhar o diálogo aberto sobre a higiene menstrual por meio de investimentos em locais aptos a essa discussão, na esperança de orientar essas jovens sobre como se cuidar nessas situações, relembrando o dever do Estado com seus jovens dito por Gilberto Freyre.