Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 23/09/2021
A pesquisadora Chris Bobel do grupo Menstrual Health e Gender Justice da Columbia University, assinala em várias de suas obras a importância de discutirmos as soluções propostas para a garantia da dignidade menstrual de meninas e mulheres. De maneira análoga à isso, a crise menstrual no Brasil ainda é uma realidade recorrente na sociedade do país. Nessa perspectiva, destacam-se dois aspectos importantes à respeito do assunto: o fato da mulher menstruar é visto como um problema no meio social e parte delas enfrentam dificuldades para adquirir produtos básicos de higiene. Logo, tal realidade deve ser modificada com contribuição direta do governo e da sociedade.
Primeiramente, é indubitável que a menstruação seja vista como um problema pela sociedade. Diante disso, segundo a escritora brasileira Mirian Goldenberg, mulheres se sentem desconfortáveis em falar sobre o assunto e ainda se sentem culpadas e inseguras com um fenômeno natural do corpo feminino, que é a menstruação. Nessa óptca, a mulher tem consequências inadimissíveis como a diminuição da possibilidade de ocupar seu espaço do mercado de trabalho, simplesmente porque sua menstruação é vista como um tabu aos olhos de indivíduos com um princípio extremamente patriarcal.
Outrossim, é notório que meninas enfrentam dificuldades em adquirir produtos básicos de higiene. Dessa forma, dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, do IBGE, revelaram que, das meninas entre 10 e 19 anos que deixaram de fazer alguma atividade por problemas de saúde nos 14 dias anteriores a data da pesquisa, 2,88% delas deixaram de fazê-la por problemas menstruais. Sendo assim, a pobreza menstrual trata-se de uma questão de saúde pública, onde devem ser disponibilizados absorventes para todas as meninas e mulheres que necessitam, assim como são disponibilizados os preservativos de forma liberta. Entretanto, deve ser instituídas políticas públicas por lei para que medidas sejam tomadas afim de ameninar ou resolver essa problemática.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas ou planejativos que possam ampliar o combate contra a pobreza menstrual no Brasil. Por consequinte, cabe ao Estado adotar maneiras de agir socialmente para findar os problemas enfrentados por mulheres.