Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/09/2021
Em um dos episódios da série Anne com “e”, é relatado o sofrimento da jovem Anne, durante seu período menstrual, pois os meninos não podiam saber que ela estava menstruada, devido ao tabu existente quanto ao ciclo menstrual. Fora da ficção, esse cenário errôneo de estigma persiste na sociedade brasileira. Esse contexto perverso, tem como consequência o cenário de pobreza menstrual, o qual corrõe a qualidade de vida de quem menstrua.
Sob esse viés, é importante ressaltar o tabu relacionado ao ato de menstruar. Nessa esteira, a menstruação é vista erroneamente pela população como algo impuro e portanto, ninguém deve ficar sabendo quando uma mulher está menstruada, assim como relatado na série Anne com “e”. Todavia, o ciclo menstrual é algo completamente comum e natural, o qual a grande maioria das mulheres convive todos os meses. Essa visão deturpada, de estigmatização da menstruação, deve-se uma falta de discussão nas escolas sobre como ocorre tal processo fisiológico a fim de acabar com esse tabu. Entretanto, como não há nenhum ensinamento sobre tal fenômeno os tornam-se míope para o cenário de pobreza menstrual que assola o país.
Em segundo lugar, ,há um degradação da qualidade de vida dos indivíduos quem menstruam. Nessa perspectiva, segundo pesquisas da CNN, mais de 4 milhões de meninas não possuem acesso à produtos de higiene para cuidados pessoais durante a menstruação. Dessa forma, esse cenário alarmante, propicia para o surgimento de doenças bacterianas e fungicidas, devido a falta de condições para passar por um período natural. Tal contexto, vai de encontro à Constituição Federal de 1988, que prega a saúde como um direito de todos a qual deve ser garantida pelo Estado.
Dessa forma, o Ministério da Saúde deve mitigar a pobreza menstrual brasileira. Isso deve ser feito por meio da distribuição, gratuita, de objetos de higiene pessoal para cuidados menstruais -como absorvente, coletores e sabonetes íntimos- nas escolas e nos centros de saúde, como hospitais e prontos atendimento. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, promover a discussão sobre a menstruação, nas escolas, através de palestras, com médicos e professores de biologia. Com essas medidas, objetiva-se aumentar a qualidade de vida das pessoas que menstruam é acabar com o estigma frente a esse processo natural.