Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 20/09/2021

No que concerne a menstruação, podemos entender como um processo natural sobre qualquer mulher. Porém, a dificuldade no acesso, a recursos materiais, para manter uma boa higiene nesse período, torna um grande desafio para muitas meninas e mulheres. Em nosso país, esse desafio é potencializado por fatores como pobreza extrema e preconceito de gênero em todas as esferas da sociedade. Impedindo acesso a ítens de higiene menstrual.

Certamente, a probreza é o fator principal para impedir o acesso a esse recurso. Além de fatores como fome, frio e violêcia, característicos da pobreza e que prejudicam uma rotina de estudo e trabalho, de um jovem da periferia urbana. As meninas tem um acréscimo de dificuldade, devido ao acesso a absorventes no período menstrual. Conforme deputada Zenaide, demonstrou em pesquisa, cada ciclo menstrual pode custar aproximadamente R$30,00 por mulher, considerando que 13% vive com menos de R$246,00 por mês.

Ademais, o preconceito de gênero contribui muito a não tratar esse problema com a devida seriedade que merece. A visão distorcida de politicos demonstra isso, como o tweet do ex-ministro da educação, para a deputada Tábata Amaral, quando essa propôs distribuição gratuita de absorventes, o mesmo escreveu com menosprezo a sua proposta. Esse tem sido o pensamento predominante, o que faz com que seja distribuido preservativos em postos de saúde, mas não, os absorventes.

Portanto, percebe-se a ineficácia do estado brasileiro no atendimento a uma parcela da população que tem suas dificuldades potencializadas devido a pobreza.  São necessárias políticas públicas que facilitem o acesso a absorventes e coletores de menstruação bem como ações para baratear os ítens comerciais. Estes devem ser vistos como artigos de saúde, como são os preservativos.