Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 21/09/2021

No documentário “ absorvendo o Tabu”, é exposto um cenário de uma sociedade repleta de preconceitos sobre as mulheres indianas que menstruam. Consoante, com a obra percebe-se que a realidade das mulheres indianas faz parte do cotidiano de muitas brasileiras que vivem a pobreza menstrual. Por isso, é essencial analisar como a falta de democratização de itens básica para saúde feminina, junto com a ausência de conscientização pode contribuir para o agravamento de tal problemática.

Em princípio, é necessário analisar como ausência de conscientização em massa pode agravar a pobreza menstrual. Nesse sentido, no documentario “Absorvendo o Tabu”, mostra a realidade das sociedades que vêem a menstruação como uma doença. Concordante, com a obra cinematográfica, percebe-se esse preconceito sobre a temática em varias comunidades e até mesmo dentro das escolas, como consta a pesquisa feita pela ONG “Plan International UK”, onde mostra que 49% das estudantes sentem-se envergonhada por pedir para ir ao banheiro durante o período menstrual. Isso ocorre principalmente, por falta de conscientização direcionada para normalizar assuntos direcionados ao gênero feminino, mostrando que esse período é normal e faz parte da trajetória de vida feminina.

Ademais, destaca-se como um dos maiores desafios para se combater a pobreza menstrual a falta de democratização dos itens de higiene para a saúde feminina. A esse respeito, em 2016, o Governo Federal decidiu fazer a distribuição de preservativos em postos de saúde pra prevenir a alta demanda de doenças na sociedade. Em síntese, assim como os preservativos é uma questão de saúde em sociedade, produtos como os absorventes também deveriam ser, pois a ausência de uma higienização adequada pode gerar doenças como a Candidíase, que segundo o Ministério da Saúde atinge três a cada quatro mulheres, principalmente aquelas que são mais vulneráveis economicamente, pois às vezes passam mais tempo que o recomendado sem fazer a trocar do absorvente ou utilizam panos inapropriados colocando em risco a própria saúde íntima.

Portanto, conclui-se que a pobreza menstrual é uma grande problemática que precisa ser mudada no Brasil. A fim disso, o Ministério da Saúde deve investir em um projeto de democratização e conscientização ampla por meio de parcerias, como por exemplo, criar  parcerias com algumas marcas de absorventes e fazer a distribuição gratuita em postos de saúdes, escolas e farmácias, também, torna-se necessário conscientizar a população sobre essa problemática para diminuir o preconceito e incentivar as pessoas mais engajadas economicamente a ajudar doando nesses estabelecimentos, para que assim, diminua a pobreza menstrual e fortaleza a solidariedade em sociedade.