Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 23/09/2021

A menstruação é natural para a mulher. É parte do seu ciclo reprodutivo, porém existem certas consequências que vêm com ela, como o sangramento, que é amenizado pelo uso de certos produtos. No entanto, muitas ainda não conseguem ter acesso a eles. Isso demonstra uma falta de preocupação com a higiene menstrual no país, principalmente por causa do estigma que existe sobre o tópico.

Segundo a senadora Zenaide Maia, do Rio Grande do Norte, aproximadamente 13% da população ganha menos de duzentos e cinquenta reais por mês. Levando isso em consideração, é difícil acreditar que esses mesmos indivíduos consigam comprar absorventes, tampões, medicações para aliviar a cólica, enquanto necessitam de alimentos e outras necessidades básicas, especialmente porque grande parte dos habitantes que são pobres no país tem filhos que vivem juntos com eles, aumentando assim o custo mensal.

Além disso, o tabu existente sobre a menstruação é problemático, já que evita que tópicos importantes como esse sejam discutidos. Por exemplo, muitas pessoas veem o assunto como nojento, grotesco etc., porém ele deve ser debatido, especialmente porque, geralmente, quem é afetado pelo problema em questão, não tem oportunidade de se pronunciar sobre.

Portanto, é essencial que se discuta o assunto. Primeiramente, deve-se educar a população sobre a importância da prática universal da higiene menstrual, seja por discussões ou por textos informativos, para normalizar a temática na sociedade. No entanto, também deve ser cobrado do poder público e outros membros que têm autoridade, algum modo de facilitar o uso dos produtos necessários, seja pela diminuição do preço desses, ou da distribuição dos mesmos. Desse modo, é possível ter maior uso da higiene menstrual por quem é mais pobre.