Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 22/09/2021
O livro “Cidadão Invisível” trata do apagamento de alguns indivíduos na sociedade. De fato, a crítica feita por Dimenstein é verificada na questão dos desafios no combate à pobreza menstrual entre mulheres no Brasil, que são marginalizados de direitos básicos. Nesse sentindo, observa-se um delicado problema, que tem como causa o silenciamento e a lógica capitalista.
Em primeira análise, a falta de debate é um desafio no presente problema, a filósofa Djamila Ribeiro explicar ser preciso tirar uma situaçã da invisibilidade para que soluções sejam promovidas, porém, há um silenciamento na questão da menstruação, visto que corpos femininos são tabus na atual sociedade patriarcal, sendo o período menstrual considerado sujo e vergonhoso. Uma vez que pouco se fala sobre o tema nas ecolas, mídias e até mesmo na família, gerando assim, a desinformação dos brasileiros.
A priorização de interesses financeiros é um entrave no que alcança o problema, para o sociólogo Bauman, os valores da sociedade estão colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida na pobreza menstrual no país, uma vez que não há distribuição de absorventes para meninas e mulheres que não possuem condições financiras de arcar com tais despesas, colocando em risco a saúde e bem-estar íntimo com a utilização de objetos improvisados e inadequados. Assim, inverter a lógica e coloca os valores humanos em primeiro lugar.
Deste modo, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o poder público deve investir em itens de higiene feminina acessíveis, por meio da destinação de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia de massa para que a população tome conhecimento e o natural deixe der algo estranho. Dessa maneira, o Brasil poderá ter menos “cidadãos de papel’, como defendeu Dimenstein.