Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 22/09/2021
Ao longo dos anos, as diversas alternativas para absorventes foram se alterando, de simples pedações de panos para calcinhas menstruais. Hodiernamente, infelizmente, muitas das pessoas, principalmente as que se encontram em situação de rua, que menstruam sofrem com a falta de assistência governamental. Outrossim, há uma forte ideologia na sociedade de que o ciclo menstrual não é algo a ser discutido com destaque. Destarte, alicerçar-se que medidas são imprescindíveis para sanar a ausência de auxílio para esses indivíduos e o estigma imposto sobre a menstruação.
Frente a esse contexto, vale ressaltar que a ONU - Organização das Nações Unidas - defende que os cuidados com tal fluxo devem ser discorridos como um item comum. Malgrado, no Brasil essa tese é pouco considerada, isto é, pouca incentivada por parte das gestões, uma vez que não é proporcionada para uma parcela. Nesse aspecto, evidencia-se que, existe um descuido com o saneamento básico e fornecimento de produtos para a perda de sangue mensal feminina. De acordo com o professor de filosofia John Rawls, a desigualdade apenas é justa quando se são dadas oportunidades iguais e os cidadãos não desfrutam dela. Ao traçar um paralelo com a temática, aponta-se que os indícios da existência de um problema são tratados com frivolidade. Diante desse quadro, é necessário que ações sejam tomadas com o fito de solucionarmos esse problema.
Tautócrono, nessa conjuntura é fulcral reconhecer que a estigmatização existente dificulta a discussão sobre o assunto. O documentário “Period: end of sentence” discute como os estereótipos, no que tange à menorreia, afeta a vida de meninas e mulheres em vilas na Índia. Tal fato está relacionado à compreensão equivocada de que o tópico é algo impuro e sujo. Nessa perspectiva, serve de exemplo o pensamento errôneo no qual o indivíduo que sofre dessas condições precisa entender isso como algo que deve ser escondido. Por conseguinte, parte substancial da população ainda percebe a descamação do endométrio como infâmia. Dessarte, a ignorância contribui para a classificação dessas personagens e prejudica o coletivo.
Infere-se, portanto, que os desafios no combate à pobreza menstrual suscitam medidas de intervenções. Logo, cabe ao Governo Federal, como instância maior na administração no país, criar políticas públicas que abranjam a maioria das moças, por meio do provimento gratuito de produtos do bem-estar e asseio feminino, tornando a temática uma questão de saúde pública, com a finalidade de amparar as cidadãs que necessitam de assessoria. Ademais, o Ministério da Educação, como órgão responsável pelo futuro, deve inserir a discussão quanto a menarquia nas escolas, através de palestras e debates, quebrando o tabu, a fim de formar uma sociedade mais consciente e conhecedora.