Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 23/09/2021

Em “Presos que menstruam”, Nana Queiroz conta a brutal vida das mulheres tratadas como homens nas prisões brasileiras, passando por diversos problemas, inclusive pela pobreza menstrual. Fora das prisões inúmeras pessoas de baixa renda passam pelos menos problemas, não tendo uma necessidade básica de higiene pessoal cumprida. Assim, a falta de políticas públicas e a falta de informações são desafios a serem superados para eliminar a pobreza menstrual no país.

Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu que o acesso à higiene menstrual é um direito básico e é, sem dúvidas, uma questão de saúde pública. Diversas pessoas com útero sofrem muito com a evasão escolar quando estão em seu período menstrual, pois não conseguem sair de casa sem ter um produto menstrual à sua disposição, como um absorvente ou coletor menstrual. Muitas vezes são obrigadas a usar jornais, tecidos ou papel higiénico para suprir essa necessidade.

Outrossim, o Brasil sofre com uma grande insegurança alimentar e, uma vez que, 13% da população vive com menos de R$246 reais por mês, segundo a senadora Zenaide Maia, “menstruar pode ser caro”, e produtos básicos e necessários acabam sendo tratado como “luxo” por uma família que, sequer, consegue alimentar seus filhos.

Sob esse viés, a fim de eliminar a pobreza menstrual e fornecer uma vida digna a pessoas com útero, o Governo Federal, juntamente com Ministério da Saúde, deve fornecer gratuitamente produtos menstruais, sendo eles absorventes (externos ou internos), calcinhas absorventes, coletores menstruais ou absorventes laváveis, entre outros, em postos de saúde, como são distribuídos os preservativos, e em unidades prisionais, assim os problemas menstruais como os citados em “Presos que menstruam” não ocorrerão mais com nenhuma pessoa com útero no país.