Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 24/09/2021
No documentário “Absorvendo o Tabu” da Netflix, é retratado a realidade de meninas que vivem em países em desenvolvimento, que não possuem acesso a itens básicos de higiene, em consequência da ampla desigualdade social. No Brasil, esta realiadade também se faz presente, visto que a pobreza menstrual atinge também é um problema, causando dificuldades e impedimentos sociais para essa parcela da população.
Como descrito pelo geográfo Milton Santos, no Brasil há a existência de diversos “Brasis”, ou seja, existe uma relevante desigualdade social em nosso país. Em determinados locais, a população não possui acessos a itens básicos de sobrevivencia, então tais itens de higiene pessoal se tornam itens de “luxo”. Dessa forma, muitas meninas e mulheres são impossibilidadas de exercerem suas atividades cotidianas, até mesmo as atividades educacionais.Assim, há a perpetuação da desigualdade social e de gênero.
Ademais, em nossa sociedade este tema também apresenta diversos tabus, aonde, desde de muito cedo muitas meninas são desenconrajadas e inibidas de debatarem sobre seus próprios ciclos mentruais. Portanto, os desafios recorrentes também não são expostos, contribuindo para a perpetuação do problema, impedindo que possíveis soluções surjam a partir da discusão coletiva.
Diante de tal exposto, como ação paliativa o Ministério da Saúde deve instituir a distribuição de absorventes e coletores menstruais nos postos de saúde e nas escolas, afim de propiciar condições dignas para a população feminina em seus ciclos menstruais. Outrosim, as escolas como grande formadora de opiniões, através da designação do Ministério da Educação, aborde tal assunto com naturaliade que o mesmo merece, nas aulas de ciências e sociologia, com o objetivo de combater os tabus referente ao mesmo. Dessa forma, enquanto sociedade iremos dar passos significativos para combater tal desafio.