Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 24/09/2021

Consoante com Thomas Hobbes, contratualista inglês, “É dever do governante assegurar o bem-estar de todos os cidadãos”. Contudo, na contemporaneidade, obstáculos como a pobreza menstrual afeta milhões de mulheres brasileiras. Nesse viés, a negligência estatal e o estigma da menstruação contribuem para intensificação da problemática.

Em primeira análise, é fundamental apontar a instabilidade financeira de milhares de famílias no Brasil, dificultando o acesso a produtos de higiene pessoal durante o período menstrual. Outrossim, aponta-se que cerca de 39 milhões de brasileiros encontram-se em situação de extrema pobreza, segundo o dado divulgado pelo Ministério da Cidadania. Por conseguinte, diante das dificuldades enfrentadas por esses cidadãos, é papel do Estado garantir dignidade menstrual á todas as mulheres, seja nas escolas, nas áreas rurais ou nos presídios.

Ademais, é necessário evidenciar o estigma imposto à menstruação na sociedade brasileira e mundial, colaborando para a invisibilização dos desafios sofridos. Nesse plano, o documentário “Absorvendo o Tabu” evidencia a situação de um grupo de mulheres, em um vilarejo, que aborda a questão menstrual como uma situação constrangedora que, segundo os homens que vivem no mesmo lugar, é repulsivo e impuro. Em virtude disso, observa-se os impactos causados na qualidade de vida das mulheres diante do silenciamento de suas necessidades.

Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses obstáculos. É de suma importância que o Ministério da Saúde desenvolva políticas públicas eficazes, por meio da criação de um programa de distribuição de absorventes em postos de saúde e outros ambientes públicos. À guisa de arremate, a vida de milhões de mulheres brasileiras serão afetadas positivamente com a implementação desse novo programa social.