Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 25/09/2021

“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância dos direitos serem mantidos na sociedade. No entanto tal premissa não é verificada na realidade atual, uma vez que à probreza menstrual emerge-se de forma cruel em evidência ao Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude ao silenciamento e a insuficiência legislativa.

Em primeira análise, o silenciamento mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Certamente observa-se as condições precárias de higiene, e a falta de acesso a itens básicos. Diante disso os adolescentes é o alvo mais acometido, pesquisas apontam que 1 em cada 10 meninas faltam a escola durante o ciclo menstrual, e 48% tentam esconder que o motivo é a falta de absorvente.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a insuficiência legislativa. Segundo o filósofo John Locke “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja colocada em prática. Porém identifica-se que a Lei 944 /2019 para a criação de mecanismos com o intuito de fornecer absorventes não vem sendo executada, faltando apoio em presídios e locais sem saneamento.

É necessário, portanto uma intervenção pontual no problema. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre a pobreza menstrual, no ambiente escolar, outro ponto pertinente é que tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade. Além disso é preciso que ONG’s se junte com governadores estaduais e faça a distribuição de absorventes para a população mais precária, amenizando de tal modo à probreza menstrual no Brasil.