Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/11/2021
A pobreza menstrual destaque-se pela inacessibilidade a produtos de higiene relacionados a esse período. Essa problemática, que deve ser combatida, é diretamente causada pela má distribuição de renda e pela ineficácia de políticas públicas que busquem minimizar esse problema.
Em uma primeira análise é dedutível que a má distribuição de renda é uma enorme causadora dessa problemática. Essa realidade evidencia-se por meio dos dados fornecidos pela Zenaide Maia. Ela estima um gasto de trinta reais por ciclo menstrual, destacando que quase 13% da população vive com menos de 243 reais por mês, ao passo que, segundo a Forbes, o Brasil apresenta 315 bilionários em 2021, totalizando um patrimônio de 1,9 trilhão de reais.
Em uma segunda análise é possível inferir que a ineficiência do poder público na implementação de políticas públicas que visem reduzir esse problema é um agravante do mesmo. Essa realidade pode ser exemplificada uma vez que em 2021 foi vetada a distribuição gratuita de absorventes menstruais para estudantes de baixa renda em escolas públicas e pessoas em situação de rua.
Portanto, pode-se afirmar que para que se reduza a pobreza menstrual no Brasil faz-se necessária a criação e elaboração de um projeto pelo Ministério da Saúde que distribui itens como absorventes femininos, tampões íntimos e coletores menstruais. Além disso, para que se minimize as consequências da má distribuição de renda, deve-se taxar grandes fortunas com o intuito de direcionar a verba arrecadada para diversas pautas, entre elas a que é abordada.