Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/09/2021

De acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, é direito brasileiro ter acesso a todos os recursos médicos para assegurar o bem estar físico e mental do ser humano. Entretanto, tal estatuto não é cumprindo em sua totalidade, visto que há uma negligência estatal em propiciar recursos ligados à menstruação natural feminina. Nessa perspectiva, é importante entender os estigmas como principal motivo da persistência da pobreza menstrual, bem como a educação no combate à esse problema.

Primeiramente, os estigmas sociais associados à menstruação são responsáveis ​​pela demora na iniciativa de resolver essa questão no Brasil. Na série, “A Orville”, uma nave espacial que estuda diferentes formas de vida da galáxia, analisa uma sociedade chamada “Moclanos” em que o sexo feminino é visto como frágil em decorrência esses períodos naturais em que ficam mais resguardadas por conta de cólicas, menstruação e outros fatores relacionados. Analogamente, essa realidade fictícia se relaciona com a atualidade, já que a sociedade nega a seriedade dessa questão o que provoca a persistência da ignorância acerca da pobreza menstrual. Por fim, esse problema resulta na situação de precária higiene pessoal e consequentemente, mulheres e adolescentes mais suscetíveis às infecções como Candidíase e DST (s).

Nesse sentido, a educação se faz fundamental no combate à pobreza menstrual das mulheres brasileiras. De acordo com Nelson Mandela, ex-presidente e ativista de direitos humanos, “A educação é a arma mais poderosa que se tem para mudar o mundo”. Com isso, entende-se que por intermédio da educação é possível conscientizar a sociedade sobre a importância de assegurar os recursos de base para a higiene e saúde feminina e indiretamente, provocar uma maior mobilização social em favor da luta política para garantir esse direito. Em suma, o combate dos estigmas que levam a persistência da pobreza menstrual, pode ser feito com o ensino conscientizante.

Conclui-se, portanto, que algo precisa ser feito sobre os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Para isso, o MEC e o Ministério da Saúde precisam promover a compreensão e entendimento social sobre a importância de se assegurar gratuitamente os recursos relacionados à saúde feminina. Isso, por meio de palestras com profissionais da saúde em escolas de ensino médio, além de postagens em redes sociais como Instragram, mobilizando a população à exigir dos governantes a acessibilidade de absorventes, lenços, pomadas e outros recursos importantes. Assim, será possível combater a pobreza menstrual e garantir completamente o direito previsto na Constituição vigente.