Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 22/10/2021

A desigualdade social acarreta em diversos problemáticas a sociedade, uma delas em específico é a pobreza menstrual e as implicações que a englobam como a falta de acesso a informação e produtos básicos de higiene, saneamento básico e escassez de recursos financeiros. Além disso, a pobreza menstual é agravada pelo fato de que, a menstruação ainda é tida como um tabu aos olhos da sociedade, dessa forma, situações que deveriam ser normais de acordo com o ciclo biológico feminino, na verdade, se tornaram motivo de constrangimento.

Diante desse cenário, observa-se que a pobreza menstrual e o tabu sobre a menstruação afetam mulheres no mundo todo, assim como mostra o documentário “Absorvendo o tabu”, que retrata mulheres na Índia e os desafios impostos pela falta de recursos, principalmente a cerca de informação. Dessa forma, apesar da globalização e os conteúdos disponilizados na internet com um único clique,  apenas uma parcela da população tem acesso a esses dados, ou seja, pessoas que possuem recursos financeiros.

Logo, a pobreza menstrual e a escassez de acesso a esses recursos básicos denunciam problemas estruturais ainda maiores em razão da desigualdade social, pois vai além de produtos de higiene menstrual. Sendo assim, as condições para lidar com o período menstrual são precárias e em muitas vezes até inesxistentes, o que configura um risco a saúde de mulheres que vivem em situação de pobreza, além de dificultar ou impossibilitar a realização de atividades cotidianas.

Dessa forma, infere-se que medidas são necessárias para reverter essa situação, como politícas públicas que contemplem a realidade de mulheres em situações precárias. Além disso, abrangência do Sistema de Sáude com a causa, de forma que viabilize o acesso a produtos de higiene como absorventes descartáveis ou coletores, garantindo como direito obrigatório, assim como a informação sobre o assunto com o intuito de romper com os estigmas criados sobre a menstruação.