Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 20/10/2021

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera o acesso à higiene menstrual um direito e por isso, precisa ser debatido como uma questão de saúde pública. Entretanto, no Brasil, esse direito não é assegurado a todas as mulheres que menstruam. Desse modo, é imprescindível que o país supere os desafios no combate à pobreza menstrual, visto que, infelizmente ainda é pouco debatido e as condições precárias de higiene fazem parte da realidade de muitas brasileiras.

Diante desse cenário, o assunto ainda é considerado tabu por muitos e por isso há, também, escassez de informações confiáves em circulação. Segundo uma máteria publicada no site do Senado brasileiro, muitas meninas e mulheres de baixa renda, usam pedaços de papel, jornal, toalhas para conter a menstruação. Todavia, atitudes como essa podem causar desde candidíase até síndrome do choque tóxico, sendo potencialmente fatal. Apesar disso, o assunto é pouco abordado e não recebe a devida importância. Por consequência, a saúde feminina permanece sendo negligênciada.

Ademais, a falta de acesso a itens básicos de higiene menstrual é fator determinante para o revés. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente no Always 1 a cada 4 mulheres deixam de frequentar sala de aula durante o período menstrual, por não ter absorventes. Isso ocorre, por não terem condições financeiras de acesso a itens básicos durante a menstruação. Dessa forma, é possível observar que a falta desses produtos afeta não só a saúde feminina, como também a educação.

Portanto, é evidente a urgência de políticas públicas voltadas para o combate a pobreza menstrual no Brasil. Para isso, o governo, em parceria com as escolas, deve elaborar projetos para orientar a população, por meio de palestras e simpósios explicativos, a fim de fornecer informações necessárias sobre os cuidados com o corpo feminino. Além disso, o governo deve promover a distribuição de absorventes gratuitos para mulheres de baixa renda nas escolas.