Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 01/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura, em seu Artigo 1º, que todos os indivíduos nascem iguais e livres em direitos e dignidade. Não obstante, atualmente no Brasil, verifica-se a impotência da garantia desses benefícios com relação à saúde, no que tange à existência de desafios no combate à pobreza menstrual, causados, geralmente, pela ausência de debate acerca do tema e a inobservância estatal, cooperando no agravo do problema.
Nesse cenário, salienta-se como causa latente da carência de amparo aos indivíduos sujeitos à menstruação, a supressão de discussão nas escolas sobre os impactos que a simples falta de absorventes e omissão de saneamento básico podem trazer para esse pequeno grupo de pessoas. Outrossim, a esse respeito, o filósofo Arthur Schopenhauer, em sua dissertação sobre os limites do campo visual, afirma que um ser humano baseia sua visão de mundo apenas àquilo que já foi vivenciado por ele, tornando-se socialmente cego, desprezando o que acontece ao seu redor. Nesse sentido, de maneira análoga, vê-se que, por essa pauta não receber a devida atenção, muitos demiúrgos ignoram a existência do imbróglio da miséria menstrual no país, contribuindo com a persistência da insalubridade na vida de mulheres de diferentes idades.
Ademais, vale ressaltar que, a inexistência de intervenção e atenção dos governantes, tendo como exemplo a ausência de distribuição gratuita de materiais de higiene pessoal, acentua a persistência desse empecilho. Sob esse prisma, o estudo do campo matemático, denominado “Teoria do Caos”, expressa que as pequenas mudanças no início de um evento podem trazer consequências inimagináveis no futuro e, desse modo, percebe-se que, se o Estado fornecesse condições minímas e necessárias à essas vítimas vulneráveis durante o período de menstruação, então, certamente, seria possível combater diversas doeças decorrentes de má higienização, além de garantir melhor qualidade de vida para essas mulheres e crianças.
Dessarte, é preciso que o governo federal, como órgão atuante em máxima administração executiva, possa agir em prol desses sujeitos que sofrem com a pobreza menstrual , por meio da distribuição gratuita de absorventes e demais objetos para limpeza individual nos postos de saúde e escolas dos municípios; bem como, sejam fornecidas nas instituições de ensino plaestras abertas à comunidade, com a participação de profissionais da saúde que tragam conteúdos relevantes sobre o atual cenário de algumas cidadãs do país e maneiras eficazes de combatê-lo. Logo, dessa forma, será possível contribuir com a saúde coletiva de muitas mulheres, formando uma comunidade mais informada e, acima de tudo, trazer de volta a dignidade prevista na Declaração dos Direitos Humanos.