Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 02/10/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante à todos os indivíduos o direito ao saneamento e higiene e ao bem-estar social. Contudo, há ainda desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, impossibilitando que muitas mulheres sem condições, levem suas vidas normalmente. Nessa perspectiva, é necessário um diálogo para quebrar esse tabu e uma distribuição homogênea de absorventes.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o diálogo ajuda meninas e mulheres a enfrentar esse problema, visto que, compartilharão experiências vividas diariamente e que ainda deixa muitas delas desconfortáveis ​​para debater o assunto. Como afirmou Paulo Freire, a inclusão só acontece quando se aprende com as diferenças e não com como igualdades, ou seja, para haver resultado é preciso ter um ambiente acolhedor para essas mulheres que vivem de maneiras lamentável e disponibilizar materiais higiênicos adequados de maneira humanitária.

Imediatamente, com a distribuição acessível de absorventes, auxiliarão no bem-estar de muitas pessoas com o período fértil, garantindo segurança para irem às escolas e até mesmo trabalhar, uma vez que segundo a ONU, uma em cada dez meninas deixam de ir à escola por não possuem absorventes. Além disso, três em cada quatro afirmam causar um impacto negativo na sua confiança pessoal nesse período. Diante do exposto, Coco Chanel defende que o ato mais corajoso é pensar por você mesma. Em voz alta!

Portanto, para solucionar essa problemática, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos necessitam de campanhas midiáticas para fornecer maiores informações sobre o assunto, despertando nas mulheres curiosidade e interesse, quebrando esse até então tabu e oferecendo as melhores condições com distribuição acessível em postos de saúde e em escolas de toda rede pública no Brasil, garantindo assim higiene pessoal e possibilitando uma vida o mais confortável o possível.