Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 04/10/2021

O Brasil possui um contigente populacional constituido de aproximadamente 212,6 milhões de pessoas das quais 109,4 milhões são mulheres, o que demostra o grande desafio para atender as suas demandas. Nesse sentido, a problemática da probreza menstrual no país está associada ao desemprego em série, bem como o descaso governamental acerca da população carente.

Em primeira análise, vale ressaltar que os brasileiros estão sofrendo, além da pandemia de Covid-19, com o recesso econômico verificado na alta dos preços dos produtos, bem como no preço do dólar que beira dos seis reais. Soma-se a isso, o desemprego em massa que acomete 14,4 milhões de pessoas, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Tais condições, fomentam e aceleram o processo de miséria no Brasil, pois a engrenagem que faz o país se deslocar é a classe trabalhadora, o assalariado que encontra-se sem emprego e tem em suas mãos a difícil decisão de escolher entre comprar o que comer e gastar com itens básicos de higiene pessoal. Portanto, nota-se a necessidade de programas sociais mais robustos que mitiguem essa situação penosa que atinge a população menos favorecida.

Em segunda análise, apesar da criação de programas sociais, como o ‘Bolsa-Família’ e o ‘Auxílio Emergencial’, observa-se que existem muitos brasileiros que ainda estão desobservados pelo Governo Federal, principalmente, em plena pandemia, uma vez que não possuem itens básicos de higiêne indivídual, como o absovente. Nesse ínterim, muitas mulheres deixam de ir para os seus compromissos e práticas rotineiras em função dessa precariedade. Além disso, cabe tratar sobre o constrangimento que muitas delas passam por causa da necessidade, tendo em vista que improvisam com panos e lenços, o que afeta a dignidade. Logo, percebe-se a importância da assitência governamental na disponibilização de kits básicos, contendo sabonetes, absorvente, escova dental, entre outros.

Evidencia-se, destarte, que essa realidade é comum e deve ser atenuada em diversas regiões do país, principalmente, nas mais afastadas das grandes metrópoles. Para tal, cabe ao poder público promover políticas que financiem e incentivem a distribuição e ampliação de kits básicos de higiêne, a fim de não só preservar a saúde física do cidadão, mas também a psicológica, por meio da aliança com o setor privado, que atuará na logística e no processo de distribuição. Assim, certamente, essas atividades garantirão um país menos precário e administrado.