Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 04/10/2021
Sob a pespectiva filósofica de São Tomás de Aquino, todos os pertencentes a uma sociedade democrática possuem uma mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Todavia, percebe-se que, no Brasil, quando se refere à pobreza menstrual, mulheres desprovidas de recursos financeiros compõem um grupo altamente desfavorecido, visto que o país enfrenta uma série de desafios para atender a essa demanda. Nesse contexto, torna-se evidente a carêcia de estruturas especializadas para atende esse público, além da quebra do tabu relacionado ao tema.
A princípio, nota-se que o poder público não cumpre o seu papel como agente fornecedor de direitos . Sob essa ótica, afirma o filósofo italiano Noberto Bobbio, a dignidade é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e à consideração por parte do Estado. Todavia, as mulheres àvidas de recursos financeiros não dispões da dignidade exposta pelo pensador, uma vez que todos os meses, em virtude de uma necessidade fisiológica: menstruação, milhares de mulheres em todo o país, por não possuírem condições mínimas de comprar absorventes, passam, por várias consequências como, por exemplo, deixam de irem à escola. A situação lamentável a qual estão disponíveis essas mulheres jovens refletem a ineficiência do Estado em romper esse ciclo.
Também, cabe analisar que a cultura machista corroboram para a perpetuação do imbróglio. Nesse viés, desde os períodos remotos as mulheres quando estavam no período de mentruação era vista como impura, sendo obrigadas a se isolarem. Destarte, apesar de alguns avanços nos direitos das mulheres, ainda é possível notar que a mentruação é um tabu nos lares brasileiro, assim, parte das mulheres se calam por medo de serem ostilizadas em seus ambientes, sejam nas escolas ou nas suas próprias casas, fato contribui para que a pobreza mentrual seja uma realidade cruel no país canarinho.
Logo, é necessário que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, distribuam nos postos de saúde das comunidades carentes, assim como distribuem preservativos masculinos, absorventes no intuito de atenuar a pobreza menstrual no Brasil. Também, é importante que as escolas em parcerias com a mídia, promovam campanhas para a desconstrução do tabu referente ao tema menstruação. Desse modo, será possível erradicar esse problema da sociedade brasileira.