Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 04/10/2021
A “atitude de Blasé”– termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “The metropolis and mental life”– ocorre quando um indivíduo passa a agir de maneira indiferente diante de situações que ele deveria dar atenção. Associando esse termo com o comportamento do governo e da população diante dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, é possível notar grande similaridade. Dentre os principais desafios para combater essa problemática, tem-se a falta de saneamento básico e também a falta de informação sobre saúde íntima.
Em primeiro lugar, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 11% da população mundial vive em extrema pobreza. A partir desse dado, nota-se que o Brasil está incluso nessa porcentagem, pois diversas regiões brasileiras sofrem com a falta de saneamento básico, além de outras problemáticas ligadas à pobreza extrema. Entretanto, essa falta de saneamento tem sido um dos principais desafios para combater a pobreza menstrual no país, pois muitas pessoas que menstruam não possuem condições básicas de cuidar do próprio corpo durante o período menstrual, o que pode gerar graves infecções e proliferação de doenças.
Além disso, vale ressaltar que a falta de informação sobre saúde íntima é um desafio que deve ser combatido para diminuir a pobreza menstrual no país, pois pessoas que menstruam e se informam sobre saúde íntima e menstruação são menos suscetíveis a desenvolverem infecções e doenças relacionadas à genitália feminina. Logo, é de extrema importância que medidas sejam tomadas para propagar informações acerca de saúde íntima e assuntos associados.
Com isso, foi possível notar alguns dos desafios a serem enfrentados para acabar com a pobreza menstrual no Brasil. Logo, para cessar essas problemáticas é necessário que o Governo Federal, por meio de programas que visam reformas para o melhoramento do saneamento básico, elabore uma estratégia para por em ação, o mais rápido possível, reformas e contruções para melhorar a infraestrutura e saneamento de regiões carentes. Também é necessário que o Ministério da Educação, juntamento com o Ministério da Saúde, por meio de palestras e programas educacionais, dentro e fora das instituições de ensino, propaguem informações sobre saúde íntima e menstruação, a fim de mostrar a população o quão importante e necessário é debater e conhecer esse tema.