Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 04/10/2021

Pobreza menstrual é a falta de acesso a itens básicos durante a menstruação, por falta de informações e saneamento básico. Sendo assim, um em cada quatro jovens não frequentam à aula por falta de absorvente. De maneira análoga, tal fato relaciona-se a um problema social na qual meninas e mulheres sofrem em suas atividades cotidianas no Brasil.

Em primeira análise, a falta de saneamento básico e dinheiro aumenta os riscos de doenças entre meninas e mulheres. Logo, jornais, miolo de pão ou pedaços de panos são usados de forma improvisadas no lugar de absorventes. Assim, as mulheres privadas de liberdade são as que mais convivem com essa realidade precária de higiene, colocando em risco sua saúde íntima por falta de políticas públicas, segundo a Organização das Nações Unidas.

Em segunda análise, calcinhas absorventes, absorventes internos e externo e coletores menstruais devem ser distribuído gratuitamente em postos de saúde, escolas públicas e nas unidades prisionais, segundo a Senadora Zenaide Maia (Pros-RN). Sendo assim, o SUS (Sistema Único de Saúde) deveria distribuir absorventes igualmente à distribuição de preservativos, ou seja, cerca de 4 milhões de meninas sofrem com pelo menos uma privação de higiene nas escolas brasileiras.

Portanto, o Ministério da Saúde deve implantar projeto para doação de absorventes para população de baixa renda, campanhas publicitárias e palestras com crianças desde a infância passando informações sobre menstruação e absorvente com o auxílio de ONGs. Sendo assim, a distribuição e doação de produtos de higiene menstrual, é um dever de toda população, para auxiliar na diminuição da pobreza menstrual no Brasil.