Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/10/2021

A menstruação é um processo natural das mulheres, o qual consiste na descamação de seus úteros quando não há fecundação. Contudo, nem toda coletividade feminina possui acesso aos materiais necessários, como os absorventes, para garantir a higiene do grupo durante esse período natural. Sob essa análise, percebe-se que existem desafios para superar a pobreza menstrual na sociedade brasileira, como a desigualdade de gênero e social. Logo, urgem ações para mudar esse cenário.

Nessa conjuntura, a ausência do poder aquisisitivo para a compra de materiais higiênicos, afeta a educação de grande parte das meninas e fortalece a desigualdade de gênero. Sob esse viés, é válido citar a seguinte frase de Nelson Mandela: “A educação é a maior arma para mudar o mundo”. Nesse tocante, o autor do trecho destaca a importância do conhecimento na população, porém, ele é deficitário numa parcela de jovens brasileiras que não possuem recursos para adquirirem absorventes, por isso não frequentam a escola durante o ciclo menstrual e, com o aprendizado abalado, ocorre o fortalecimento do desequilíbrio de gênero. Dessa forma, a acessibilidade aos produtos higiênicos deve ser assegurada.

Ademais, a desigualdade social é um entrave para ultrapassar a pobreza menstrual no Brasil, pois há um índice alto de mulheres sem a garantia de saneamento básico. Nessa perspectiva, de acordo com o blog “Saneamento em Pauta”, 1,6 milhões de pessoas não possuem banheiro em casa. Nesse sentido, parte da coletividade feminina sequer possuia a sua privacidade nesse período, por causa da precariedade do saneamento básico, o que resulta numa tortura para elas. Visto isso, devem haver atitudes capazes de regularizar tal limpeza,  fato marcante da desproporção social.

Portanto, é perceptível a existência da pobreza menstrual no país. Nesse viés, as ONG’s, organizações que proporcionam subsídios sociais à população, devem distribuir utensílios de higiene pessoal as mulheres, como absorventes e papel higiênico, por meio de arrecadações feitas a partir da divulgação nas redes sociais, a exemplo do Instagram e Facebook, a fim de superar a precariedade menstrual no Brasil, assim como a desigualdade de gênero e social. Então, a minoria feminina terá dignidade durante o seu processo natural, ao contrário do índice evidenciado no blog “Saneamento em Pauta”.