Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 05/10/2021

De acordo com o princípio fundamental da dignidade humana, que compõe a Contituição Brasilera, todos os cidadãos devem ter suas necessidades vitais supridas. Todavia, tal princípio não é plenamente exercido no Brasil atual. Pois, meninas e mulheres não têm acesso a um item básico para a higiene e saúde íntima feminina, o absorvente. Isso porque, há um tabu acerca do tema menstruação, o qual gera prejuízos ao desenvolvimento escolar das meninas mais pobres.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que na sociedade brasileira atual falar sobre menstruação ainda é um estigma, o que dificulta a resolução da problemática acerca da pobreza menstrual. Haja vista que as meninas terão receio em pedirem ajuda quando não tiverem acesso a absorventes durante o período menstrual. Assim, 4 milhões de basileiras, número de pessoas assoladas pela pobreza mentrual segundo a CNN, terão seu cotidiano afetado negativamente pela falta de itens básicos para higiene menstrual, levando-as a faltarem à escola e sentirem-se inseguras. Dessarte, é preciso que a sociedade abandone com tais tabus retrógrados para o alcance do nível de super-homem, como descrito pelo filósofo Nietzsche.

Pois, tal estigma tem como consequência a piora do desenvolvimento estudantil dentre as meninas paupérrimas. À vista de que, como relatado pela pequisa realizada pela marca ‘‘Always’’, 25 por cento das mulheres faltaram à escola devido à falta de absorventes no período menstrual. Diante disso, meninas e mulheres têm seus desenvolvimentos academicos prejudicados, e assim a desigualdade de gênero é reforçada. Com isso, a tese defendida pelo filósofo francês Bordieu de que o sitema escolar enfatiza a desigualdade é vista na prática.

Portanto, à face do exposto, urge que a pobreza menstrual seja mitigada no Brasil. Pra tal, o Governo Federal deve, por meio dos impostos arrecadados, comprar e distribuir absorventes e itens de higiene menstrual para escolas e postos de saúde, os quais disponibilizarão tais produtos para o público, com o fito de findar a pobreza menstrual. Desse modo, o princípio da dignidade humana será cumprido plenamente no Brasil.