Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 06/10/2021
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um corpo biológico, por atingir excelência somente com harmonia absoluta. Analogamente a realidade brasileira, infere-se que a problemática relacionada à pobreza menstrual, impossibilita o corpo social de alcançar tal harmonia. Imediatamente, evidenciam-se fatores tal qual a negligência governamental e a falta de informações como os principais entraves para a temática.
Em primeira análise, de acordo com a teoria contratualista de John Locke, o Estado deve zelar pelos direitos dos cidadãos. Dessa forma, com a falta de distribuição de produtos básicos de higiene menstrual, pelo Sistema Único de Saúde(SUS), é notória a negligência estatal, visto que uma grande parcela da população feminina não tem condições de comprar o básico para usar durante esse período.
Ademais, o desconhecimento a respeito das causas e consequências da pobreza menstrual, contribui, diretamente, na problemática. Conforme o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento sobre o mundo. Assim, a carência da disseminação de conhecimento sobre a menstruação, corrobora para que a população não compreenda que a pobreza menstrual como um problema. Logo, verifica-se a persistência dessa adversidade no corpo social.
Sob essas perspectivas, faz-se necessário que o Ministério da Saúde forneça produtos de higiene menstrual como absorventes internos, externos e coletores menstruais, em todas as unidades de saúde pública do país. Com o fito de difundir informações, o Ministério da Educação deve promover nas escolas a discussão do tema entre meninos e meninas, para que assim a formação dos estudantes seja mais completa.