Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 06/10/2021
O debate sobre a pobreza menstrual no Brasil cresce nas mídias sociais e no debate público. Essa questão é alavancada por dados da Unicef que apresentam a alarmante e cruel realidade da saúde pública no país.
Segundo pesquisas feitas pela Unicef, no Brasil, cerca de quatro milhões de meninas não têm acesso a produtos básicos de higiene menstrual. Essa deplorável realidade entristece todos que sabem das consequências disso. Além do evidente desconforto, esse quadro afeta também a saúde, possibilitando uma maior vulnerabilidade a infecções nos aparelhos urinários e reprodutor dessas mulheres que, somadas aos cenários de pobreza e falta de acesso à saúde, podem levar à morte.
Outrossim, o Estado, ciente desse ultraje da saúde pública, permanece omisso quase que negligenciando a dignidade das pessoas afetadas por esse problema. Essa postura que o Estado toma é quase que inconstitucional, visto que a Constituição Federal, ainda nos seus primeiros artigos, determina que a dignidade e a saúde são direitos inalienáveis de todo cidadão. Determinando assim a obrigação de uma tomada de atitude por parte do governo.
Assim sendo, a gravidade, as causas e, por consequência, as soluções desse problema se tornam, eminentemente, óbvias. Portanto, o Estado deve garantir a dignidade das mulheres, por meio da expansão das redes de saneamento básico e da garantia do acesso a produtos de higiene menstrual, que devem ser dados gratuitamente. Tudo isso com o intuito de melhorar a condição de vida dessas pessoas.