Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/10/2021
O curta-metragem “absorvendo o tabu” mostra a realidade de mulheres em situação de miséria, as quais não tem acesso a artigos de higiene menstrual. Consoante ao exposto pelo grupo está a realidade de milhares de cidadãs brasileiras que se encontram em situação de pobreza menstrual. Isso se deve ao fato de absorventes serem taxados pelo Estado como produtos de luxo e a falta de medidas do governo federal para distribuir esses itens. Logo, para que o panorama exposto na produção visual deixe de ser um desafio no combate à pobreza menstrual é necessário que essa problemática seja resolvida.
Diante desse cenário, vale ressaltar que os absorventes são taxados pelo Estado como produtos de luxo. Nesse sentido o poder público não vê interesse em distribuir esses produtos para a população, que por causa dos altos preços não pode adquiri-los e acabam em situação de pobreza menstrual. Nesse contexto de falta de acessibilidade, o instituto “Sempre Livre” realizou uma pesquisa a qual mostra que até 27% das mulheres brasileiras não tem acesso a artigos de higiene menstrual, evidenciando as consequências da taxação excessiva sobre esses insumos. Logo, para que esse panorama não mais represente um desafio, é necessária à resolução dessa celeuma.
Paralelamente a taxação excessiva está a falta de medidas do governo federal para distribuir absorventes. Consoante a essa realidade é válido ressaltar que o poder público não tem interesse em promover o fim da pobreza menstrual visto que é comandado por maioria masculina, a qual não enfrenta essa situação e não trabalha para o fim da mesma. Nesse sentido de abandono, o presidente a república vetou o projeto de lei da deputada Marília Arraes, o qual determinava a disponibilização gratuita de artigos de higiene menstrual para mulheres sem condições financeiras. Desse modo, para que atitudes como de Jair Bolsonaro deixem de representar desafios para o combate à pobreza menstrual no Brasil, urge a resolução dessa chaga social.
Portanto, são essenciais medidas efetivas para superar os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Para isso, compete ao Estado diminuir os preços de itens de higiene menstrual, por meio do abrandamento na taxação desses produtos, que pode ser realizado pelo Ministério da Economia, a fim de torna-los acessíveis para mais mulheres. Ademais, cabe ao governo federal realizar a distribuição gratuita de absorventes em postos de saúde e escolas, o que pode ser realizado com ajuda de verbas liberadas pelo TCU, de modo a garantir mais saúde feminina no país. Feito isso, espera-se que realidades como a mostrada em “Absorvendo o tabu” não mais representem a da nação brasileira.