Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 12/10/2021

No Brasil, 20% das adolescentes não possuem água tratada em casa e 200 mil estudam em escolas com banheiros sem condições de uso, o que torna ainda mais difícil o manejo da higiene menstrual. Um dos principais motivos pela ausência de itens para higiene íntima é de natureza financeira.

O ciclo reprodutivo das mulheres é caracterizado, por muitas cidadãs, como um período mensal de dores, incômodos, constrangimentos e problemas com a higienização adequada. Tendo em vista essa questão, foi criada a expressão “pobreza menstrual”, que enfatiza o quanto essa realidade afeta mulheres de diversas idades ao redor do globo.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, no país os processos são demorados e as medidas cabíveis acabam não sendo tomadas, deixando milhares de mulheres à mercê de uma pobreza menstrual que muita das vezes não têm dinheiro nem para comprar um absorvente.

Na índia, a mulher, no período menstrual, é vista como impura e indigna, segundo relatos de tais, elas se sentem sujas. Dessa forma, indo ao encontro do pensamento de Albert Einstein, o qual afirma que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado-, infere-se que esta realidade opressiva, consolidada historicamente, impede a discussão do combate à pobreza menstrual.