Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/10/2021
Consoante a Constituição Federal de 1988, “A saúde é direito de todos e dever do Estado”. Porém, a realidade no Brasil é diferente, visto que, 28% das mulheres de baixa renda são afetadas pela pobreza menstrual. A falta de acesso a produtos de higiene pessoal e de saneamento básico são exemplos de agravantes do revés.
Diante desse cenário, faz-se oportuno analisar que a falta de acesso a produtos de higiene pessoal, como absorventes, está estritamente ligado a pobreza menstrual. Segundo pesquisas da Unicef, 4 milhões de meninas sofrem com a privação de higiene nas escolas. Mesmo sem recursos para esses itens, o governo negligencia a realidade dessas pessoas.
Além disso, a falta de saneamento básico, o acesso restrito a água e a escassez de informações, também são causadoras desse problema. 900 mil meninas não possuem acesso a água canalizada, segundo a Unicef. E o tema “menstruação” torna-se um “tabu” para muitas mulheres pela falta de informação e debates sobre.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para combater a pobreza menstrual. O governo deve promover a distribuição de produtos de higiene por meio dos postos de saúde, afim de que pessoas que menstruam tenham maior acesso a eles. Assim como promover debates em escolas para que esse assunto não seja negligenciado entre os adolescentes. Somente assim, a pobreza menstrual diminuirá.