Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 09/10/2021

Biologicamente, o corpo feminino apresenta um ciclo de aproximadamente 28 dias, composto pelo período fértil na sua metade e a menstruação no seu fim. Por conta, deste acontecimento as mulheres precisam utilizar produtos de higiene, para poder passar esta fase com conforto. Entretanto, o Brasil apresenta pobreza menstrual, desse modo afetando as brasileiras com obstacúlos sociais e possíveis complicações na saúde. Logo, faz-se necessário combater a óbice que assola o país.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que, a falta de itens básicos utilizados no período menstrual impedem mulheres frequentarem à escola. No documentário ‘‘Pandora Box’’ é possível ver isso, o filme tece histórias de mulheres do vilarejo que são forçadas a faltar à escola, ou até mesmo a abandonar os estudos, simplesmente porque não têm acesso a suprimentos menstruais. Portanto, assim evidencia a desigualdade de gênero e pobreza menstrual vivida no Brasil.

Em segundo plano, o uso de alternativas ao absorvente, como jornais e panos, é uma das principais causas de infecções íntimas. Em 2020, no SUS de Ceára, foram 183 meninas internadas por agravos de doenças inflamatórias pélvicas, as DIP. Um dos motivos, como alertam ginecologistas, é o uso de alternativas ao absorvente, pois comprar absorventes é realidade inacessível para muitas mulheres, sobretudo as de baixa renda. Em suma, percebe-se que mulheres carentes estão mais suscetíveis a sofrer pela pobreza mestrual que outras brasileiras.

Conclui-se que diante dos fatos mencionados, evidencia-se que a óbice atinge a parte da população. Portanto, faz-se necessário que o Estado, mediante o Ministério da Saúde, promova a distribuição de absorventes de forma gratuíta em postos de saúde locáis, para todas brasileiras que precisem do produto. Dessa forma, o intuito de tal medida é para que meninas e mulheres tenham acesso a esse item básico, pra se sentirem incluídas na sociedade, assim combatendo os desafios da pobreza menstrual no Brasil.