Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 16/10/2021

A pobreza mentrual vem sendo cada dia mais exposta em nosso meio, trazendo à tona a realidade de muitas mulheres. Estas, que deixam de sair de casa devido a falta de absorventes íntimos, coletores menstruais e afins. No entanto, de acordo com os recentes fatos noticiados na mídia, com a pandemia, a renda mensal das famílias vêm caindo drasticamente, deixando ainda mais visível esse problema social. Dessa forma, é nítida a necessidade de políticas que defendam a distribuição gratuita desses itens de higiene e também medidas que aumentem o conhecimento sobre o assunto, para que assim, tal situação seja controlada.

Em primeiro plano, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Sendo assim, é necessário que o Estado intervenha para que mulheres e meninas tenham total apoio financeiro para custear os gastos no período menstrual. Vale ressaltar que a maioria das mulheres sentem vergonha ou até mesmo não tem a quem pedir ajuda para a compra de tais insumos, vindo a utilizar meios inapropriados para substituir os absorventes, podendo prejudicar também a saúde íntima, ocasionando infecções e doenças mais graves.

Em  segundo plano, devido a falta de recurso e apoio, a prioridade deste grupo é sempre o alimento para dentro de casa, deixando para depois a compra dos produtos de higiene. Ademais, a escassez de tais itens acarreta no desenvolvimento escolar, pessoal e mental da mulher, pois com a falta do mesmo ela tende a se isolar, ficando em casa durante todo o período menstrual.

Diante do exposto, sabendo que é nítida a necessidade de apoio para essas mulheres, é devido que o Estado implemente medidas para que sejam liberados mensalmente itens de higiene para que estas possam controlar o período menstrual, seja com auxilio financeiro, com o acesso facilitado a esses produtos pelo Sus ( Sistema Unico de Saúde) e também a oferta de cursos, aumentando o conhecimento sobre o assunto, para que assim, não continue sendo um assunto restrito na sociedade.