Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 09/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela falta de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que a pobreza menstrual tem dificultado a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da negligência governamental, quanto da desigualdade crítica do país. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Primeiramente, é de extrema importância ressaltar que a falta de produtos de higiene gratuitos para o ciclo menstrual deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que tange à criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, no país os processos são demorados e as medidas cabíveis acabam não sendo tomadas, deixando milhares de mulheres à mercê de uma pobreza menstrual que muita das vezes não têm dinheiro nem para comprar um absorvente. Diante disso, é necessária a reformulação dessa postura estatal.
Além disso, é importante pontuar que a desigualdade agrava ainda mais esse impasse. De acordo com a pesquisa realizada pela marca Sempre Livre, mais de 25% das mulheres são afetadas diretamente com a pobreza menstrual, tendo que se virar com utensílios anti-higiênicos que podem trazer infecções. Diante de tal exposto, fica evidente a desigualdade no Brasil, pois muitos governantes e até mesmo a população acabam fechando os olhos para esse problema que está presente todo mês na população feminina.
Sendo assim, o problema abordado deve ser abolido. Logo, a mídia, por intermédio de programas televisivos de grande audiência, deve discutir o assunto com profissionais especialistas nessa área, com o objetivo de mostrar as reais consequências do problema e apresentar uma visão crítica a respeito do impasse. Essa medida ocorrerá pela elaboração de um projeto estatal, em parceria com as emissoras de televisão. Em adição, o Congresso Nacional deve formular artigos jurídicos para intensificar a punição àqueles que violarem a tese em questão. Só assim, os planos de More podem se concretizar.