Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 11/10/2021

Com a criação do SUS - Sistema Único de Saúde -, em 1988, foi regulamentada, constitucionalmente, a integralidade e universalidade da saúde em todo o território nacional, tendo como resultado uma ampla melhora da saúde do cidadão médio. Em contrapartida, no Brasil contemporâneo, nota-se que tal panorama de sucesso não se instalou isento de dificuldades, dentre os quais cabe citar a generalizada pobreza menstrual na Nação. Nesse sentido, torna-se urgente resolver os principais problemas dessa chaga hodierna: a incompetência governamental e a desigualdade socioeconômica.

Diante desse cenário, cabe citar que a incoerência estatal é um sustentáculo para a continuação da penúria menstrual. Ilustrando essa perspectiva, segundo a Constituição Brasileira, de 1988, é dever e obrigação do Estado - instância pública que reúne os três poderes - garantir uma saúde eficaz a toda população, abrangendo não só a o campo curativo, mas, também, o lado preventivo, enquadrando, assim, a promoção de produtos higiênicos. Porém, ao analisar a situação da Nação Tupiniquim, fica claro que a falta de produtos de higiene pessoal é um problema que é refletido na pobreza menstrual das mulheres. Logo, é de extrema importância a efetivação do axioma constitucional supracitado para a resolução dessa chaga social em pauta.

Ademais, a desproporção social e econômica entre os cidadãos é um pilar central para a continuidade do contratempo em discussão. Com isso, segundo o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, O progresso é impossível sem mudança, deixando claro que para ocorrer melhoramento deve haver, por consequência, transformação. Equidistante, a desigualdade socioeconômica escancara, para a população em geral, que um problema “simples”, como a pobreza menstrual, tem persistência por conta dessa dessemelhança social e econômica. Logo, a prática do dogma de George Shaw é fundamental o destrinchar essa mazela coletiva.

Portanto, faz-se necessário combater ostensiva e intensivamente a incompetência governamental e a desigualdade socioeconômica. Desse modo, é fundamental que o Ministério da Saúde - instancia governamental organiza as ações na saúde - em parceria com o Governo Federal a criação de uma campanha, chamada pobreza menstrual zero, para ensinar a população a importância da higiene íntima, por meio de palestras ministradas por referências da área, programa esse que será feito nas regiões mais pobres da Nação, objetivando, com isso, o aumento do senso crítico do cidadão para o entender o funcionamento do próprio corpo. Bem como, cabe ao Ministério da Economia - regulamentador da economia do Brasil - e criação de programas sociais de distribuição de renda para famílias que tenham meninas em período fétil, objetivando, assim, a compra de produtos íntimos higiênicos.